Podem chamar-me careta, cota ou até mesmo invejosa, mas esta capa da Maxim de Novembro não é sexy:
(A sério, digam-me: que raio é que se passa com a perna da miúda da direita, caralho...?)
Isto é, no mínimo, hediondo e, tal como já disse antes, há pessoas na Etiópia com mais formas que esta porcaria:
Mas o que é que se passa com a Maxim hoje em dia? Eu não sou homem, nem sequer lésbica, mas quando folheio uma revista destas espero ver mulheres que pareçam mulheres, com formas e que eu não tenha medo de abraçar sem me espetar nalgum osso. Não espero confundir as fotografias das modelos com os anúncios da AMI, nem quero que me dêem pesadelos com Louva-a-Deus.
É que, se for para ver esqueletos ambulantes, não gasto 3,5€ numa revista, folheio o capítulo sobre a libertação dos judeus de Auschwitz da Grande Enciclopédia da II Guerra Mundial da Reader's Digest, que os meus pais têm lá em casa.
Imagino que uma sessão de sexo com uma pessoa assim deixe na gente aquela sensação de quando se come comida para convalescente, de que falta qualquer coisa: ou é o sal, ou é a pimenta ou, neste caso concreto, um pedacito de carne para morder com força e saborear.
1.203 modernaços leram isto, chamaram-me careta e foram buscar o papel higiénico e lube.



